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Prossegue o braço de ferro entre a Santa Casa da Póvoa de Varzim e quem lá trabalha

A Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim «recusa aumentar os salários», recusa pagar «anos e anos de trabalho por turnos» e recusa actualizar as carreiras, denuncia o CESP/CGTP. Greve paralisa a instituição esta quinta-feira.

Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim 

Créditos / Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim

As acções de luta e protesto na Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim prolongam-se há vários anos. Exemplo disso são as greves de 2021, em que os trabalhadores exigiam o pagamento das horas extra trabalhadas durante a pandemia, em que laboraram em horários «em espelho de 12 horas e 10 horas por dia seis dias consecutivos», e a de 2023, em que os trabalhadores alertaram para a praga de baratas e sarna (situação que voltou a repetir-se em 2026, levando o PCP a questionar o Governo) que afectava um dos lares.

Em 2024, novo protesto em que se denunciava a «comida sem qualquer tipo de regras alimentares» servida nesta Misericórdia, «muitas vezes em condições duvidosas, que provocam diarreias e mau-estar a quem o ingere».

A greve desta quinta-feira, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN), é a continuação deste braço de forças que se trava entre a administração da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim e as pessoas que, todos os dias, garantem o funcionamento dos três lares, da unidade de cuidados continuados e do centro de dia e apoio domiciliário que atende cerca de 300 idosos.

A Santa Casa da Póvoa de Varzim «recusa aumentar os salários de todos os trabalhadores, recusa pagar os anos e anos de trabalho por turnos que não pagou de acordo com o nosso Contrato Colectivo de Trabalho (CCT), e recusa actualizar as nossas categorias profissionais de acordo com o CCT», acusa o sindicato. 

O CESP denuncia ainda as alterações feitas aos horários «unilateralmente, sem qualquer acordo com o sindicato». A estrutura sindical e os trabalhadores consideram que a administração «mente sobre as faltas de materiais e condições de trabalho» que têm vindo a ser denunciadas ao longo dos anos.

Os trabalhadores concentraram-se de manhã, pelas 7h30, à porta da instituição.

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