É já uma «luta persistente» dos trabalhadores não docentes e dos profissionais que asseguram a Componente de Apoio à Família (CAF), as Actividades de Animação e de Apoio à Família (AAAF) e as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) em funções nas escolas do concelho de Sintra. Falta pessoal que assegure, com dignidade, o acompanhamento de todas as crianças e jovens, «com especial destaque as crianças com Necessidades Educativas Específicas» e faltam «técnicos especializados e de profissionais de saúde», sem os quais não é possível um «acompanhamento digno de todas as crianças».
A «grave situação» que se vive no concelho «é consequência directa da falta de respostas adequadas» às necessidades das escolas, acusa o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA/CGTP-IN). A estrutura sindical não atribui responsabilidade exclusiva ao executivo PSD e Chega (que inclui uma vereadora eleita pela IL, a quem foi retirada a confiança política) de Marco Almeida: são problemas estruturais que atravessam os mandatos do PS e PSD.
Um exemplo disso é o acompanhamento dado a crianças com Necessidades Educativas Específicas nas Escolas de Sintra, um número que tem aumentado significativamente sem que tenha sido «acompanhado pelo acréscimo de pessoal necessário para responder às necessidades destas escolas». A falta de pessoal leva a que trabalhadores não docentes (ou mesmo docentes) sejam obrigados a realizar «alimentações por sonda», a aplicar medicação injectável ou mesmo a fazer «algaliações»: tarefas «da exclusiva responsabilidade de profissionais de saúde».
O sindicato acusa a Câmara Municipal de Sintra (CMS) e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de não tomar qualquer medida para resolver a situação, que se agravará «com a nova legislação a entrar em vigor brevemente», que apenas vai «piorar o caos já existente». A greve convocada pelo STFPSSRA para esta quinta-feira, 29 de Outubro, tem como objectivo conquistar «uma nova portaria de rácios» e a contratação dos profissionais necessários para garantir uma «escola pública de qualidade».
A acção de luta inclui uma concentração em frente à CMS, às 10h, com desfile até ao Departamento de Recursos Humanos da autarquia.
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