Passar para o conteúdo principal

|reivindicações

Trabalhadores afirmam: «Auchan tem todas as condições para melhorar as nossas vidas»

«Trabalhadores do Auchan perderam, em média, 3500 euros por ano», calcula o CESP que exige também melhorias nas condições laborais para toda a empresa.

Numa nota a que o AbrilAbril teve acesso, o CESP (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal) apresenta uma diferença de 151 euros, em 2010, entre o salário de um operador especializado (no topo da carreira) e o Salário Mínimo Nacional (SMN). Passados 16 anos, esta divergência, positiva para o trabalhador, já não é tão significativa. Além disso, somado ao seu salário da época, o mesmo trabalhador também recebia anualmente dois prémios no valor de dois salários.

Estes 151 euros de diferença foram encolhendo e o CESP calcula que «os trabalhadores do Auchan perderam, em média, 3500 euros por ano ao longo destes 16 anos.» A projecção para valores actuais do SMN garantiria, para esta mesma carreira, 1071 euros em 2026. Além do subsídio de alimentação de 10 euros, e do subsídio para quem trabalha em temperaturas controladas (10% do salário base para frio negativo e 5% para frio positivo), o CESP calcula e propõe que hoje este operador especializado deveria receber 1200 euros como salário base. Propõe também que a progressão das carreiras deve ser «automática para todos os trabalhadores independentemente da avaliação». 

Além da reivindicação salarial que dê conta do aumento do custo de vida nesta última década e meia, em nota,  o CESP também reúne as melhorias das condições laborais que os trabalhadores do Auchan exigem, no âmbito da contratação e organização do trabalho como  o alargamento de um regime de rotação, que já é empregado em algumas lojas, agora para todas garantindo o «descanso semanal rotativo a 7 semanas» e «com a entrada e saída sempre em horários iguais a cada semana»; a contratação de trabalhadores e de mais vigilantes para as lojas, «pondo fim ao vai e vem de trabalhadores de loja em loja», uma situação frequente que o sindicato vê como uma excepção que se tornou regra;  a flexibilização dos horários para trabalhadores com filhos de até 16 anos, em vez dos atuais 12 anos.

Há também diversas exigências de ordem material como a «garantia do fardamento completo para todos», «melhoria dos equipamentos», obras nas lojas e espaços sociais dos trabalhadores».Complementam por fim a exigência com o o pagamento extra por turno noctuno a partir das 20h; o subsídio de transporte para quem reside em zonas sem transporte público; a dispensa paga no dia do aniversário; 10% de desconto sem limite de valor nas lojas do grupo Auchan; e o encerramento das lojas no Dia Internacional do Trabalhador.

Tópico

Contribui para uma boa ideia

Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.

O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.

Contribui aqui