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Trabalhadores dos call-centers prosseguem greve até fim de Dezembro

Os trabalhadores dos centros de atendimento telefónico vão continuar até ao final de Dezembro a greve intermitente iniciada a 1 de Novembro, por melhores salários e condições de trabalho.

Salários baixos, falta de condições de trabalho e uma eterna precariedade, afectam os trabalhadores dos call-centersCréditos / Carta Capital

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (Sinttav/CGTP-IN) emitiu um novo pré-aviso de greve, para vigorar entre 22 e 31 de Dezembro, para o sector de call-centers empresariais, informa a Lusa.

O novo pré-aviso de greve é válido a partir de 23 até 31 de Dezembro de 2019 e abrange o dia inteiro de trabalho; até ao dia 22, inclusive, a greve foi marcada para os períodos das 11h às 12h30, das 15h às 16h30 e das 19h30 às 21h. 

Os trabalhadores dos centros de atendimento telefónico de empresas fizeram um dia de greve nacional a 31 de Outubro, muito participado, e estão, desde o início de Novembro, abrangidos por pré-avisos de greve que lhes dão a possibilidade de paralisar nos dias que entenderem, mas em períodos de hora e meia.

Segundo o Sinttav, esta foi a forma encontrada pelos trabalhadores dos call-centers para surpreender as empresas, que normalmente reorganizam as tarefas para evitar o impacto negativo das greves.

Segundo comunicado do Sinttav referido pela agência noticiosa, o prosseguimento da luta deve-se ao facto de as empresas do sector, de trabalho temporário e outsourcing, «continuarem a não querer dialogar com os sindicatos».

Os trabalhadores queixam-se de auferirem salários muito baixos, não terem condições de trabalho e estarem condenados a uma eterna precariedade, ao trabalharem sistematicamente em regime de subcontratação.

Aliás, uma das reivindicações dos trabalhadores consiste na sua integração nos quadros das empresas para as quais prestam serviços – entre as quais se detacam a MEO, a NOS, a Vodafone, a EDP e a Segurança Social – exigindo que a cada posto de trabalho permanente corresponda um vínculo de trabalho efectivo com a empresa utilizadora.

Se os trabalhadores dos call-centers fossem integrados nos quadros das empresas onde prestam serviço, como, por exemplo, no caso das empresas de telecomunicações, passariam a ser abrangidos pela contratação colectiva e beneficiariam de mais direitos e melhores condições de trabalho.

com Lusa

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