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ULS do Alto Ave retira férias a médicos de família no Natal, acusa sindicato

O Sindicato dos Médicos do Norte denuncia decisão da ULS do Alto Ave de impedir os médicos de família de gozarem férias previamente acordadas para Dezembro, que diz resultar da falta de planeamento.

Créditos / JF Creixomil

«Trata-se de uma tentativa inaceitável de compensar falhas de planeamento à custa de quem assegura diariamente cuidados de saúde à população», considera o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN), afecto à Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Em comunicado, o sindicato liderado por Joana Bordalo e Sá explica que a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave impediu os médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) das Unidades de Saúde Familiar (USF) de gozarem férias, que estavam previamente acordadas, entre os dias 19 e 31 de Dezembro.

Esta decisão, sublinha, surge duas semanas após o anúncio da adesão dos médicos à greve geral de 3 de Junho e «agrava o descontentamento de profissionais», já confrontados com a degradação das condições de trabalho e com «sucessivos ataques aos seus direitos».

Diz ainda que os médicos de família das USF organizam anualmente os seus períodos de férias de forma articulada, garantindo a continuidade assistencial através dos «mecanismos de intersubstituição» e da gestão autónoma das equipas.

«Este modelo tem permitido assegurar cuidados aos utentes mesmo em períodos de maior procura, sem necessidade de medidas arbitrárias ou restrições generalizadas», acrescenta.

O sindicato recorda que quem assegura diariamente cuidados de saúde a milhares de utentes, como os médicos de família, tem direito ao descanso, à conciliação da vida profissional com a vida familiar e ao respeito pelos compromissos assumidos e considera «inaceitável que se procure fazer recair sobre estes profissionais a responsabilidade por «falhas resultantes de opções de gestão e da incapacidade de planear atempadamente» as necessidades dos serviços.

Na nota hoje divulgada, o SMN exige a revogação imediata desta medida e insta o Conselho de Administração da ULS Alto Ave e o Ministério da Saúde a travarem uma decisão que dizem penalizar os médicos e colocar em causa a valorização dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.

 

Com agência Lusa

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