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«Calor extremo» em USF de Gaia é «risco para a saúde pública», acusa sindicato

O Sindicato dos Médicos do Norte denuncia que as temperaturas no interior da Unidade de Saúde Familiar Vilar Saúde são superiores a 32 graus Celsius, devido a «avaria prolongada no sistema de climatização».

Créditos / CMG

Trata-se de uma situação «grave», a que se vive na Unidade de Saúde Familiar (USF) Vilar Saúde, integrada na Unidade Local de Saúde (ULS) Gaia/Espinho, denuncia o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN/FNAM) num comunicado divulgado esta quinta-feira.

A estrutura sindical informa que enviou, na passada sexta-feira, uma exposição formal ao Conselho de Administração da ULS Gaia/Espinho e à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, exigindo a reparação urgente do equipamento e a adopção de «medidas provisórias que garantissem condições mínimas de segurança e dignidade». Mas «até agora», critica, «nenhuma destas entidades respondeu nem resolveu o problema».

A situação já provocou, segundo a nota, «episódios de indisposição e lipotímias» de utentes, com o SMN a frisar que se trata de «um risco para a saúde pública». Por outro lado, critica, «é inaceitável» que idosos, crianças e doentes sejam atendidos nestas condições, bem como exigir aos profissionais que prestem cuidados «sob stress térmico severo, comprometendo a segurança de todos».

O sindicato liderado por Joana Bordalo e Sá reclama uma intervenção imediata, realçando que quem procura um centro de saúde tem direito a ser atendido em condições dignas e seguras, e que a inacção dos responsáveis acaba por penalizar os doentes. «Quando quem tem a responsabilidade de manter as instalações nada faz, são os doentes que pagam o preço da inacção», lê-se na nota.

Se persistirem as «condições de perigo grave e iminente», o SMN informa que apoiará os médicos no exercício dos seus direitos legais, incluindo a participação da situação às entidades fiscalizadoras competentes.

Fonte oficial da ULS Gaia/Espinho disse à Lusa que a responsabilidade da manutenção do edifício em causa pertence à Câmara de Gaia, que em resposta à agência alegou que «vai, de uma forma célere, com os serviços camarários e os fornecedores tentar corrigir esta situação».

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