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|Colômbia

Organizações colombianas rejeitam presença de tropas dos EUA no país

Mais de uma dezena de organizações de defesa dos direitos humanos declararam a sua oposição à presença de tropas norte-americanas na Colômbia. A soberania nacional é inegociável, afirmaram.

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Organizações da sociedade civil sublinham que a soberania nacional não se negoceia (imagem de arquivo) Créditos / TeleSur

O comunicado conjunto, divulgado no portal da Coordinación Colombia Europa Estados Unidos – coligação integrada por mais de 280 associações da sociedade civil –, expressa a consternação dos signatários com a presença de mais de 300 tropas norte-americanos em território colombiano.

Esses soldados participam num exercício militar conjunto com o Batalhão contra o Narcotráfico n.º 1 do Exército Nacional colombiano, estando concentrados no Forte Militar de Tolemaida, no departamento de Cundinamarca – sede das manobras militares cuja realização se deve prolongar até 11 de Novembro.

Para as organizações signatárias, este tipo de exercícios poderá influenciar a forma como o Estado colombiano elabora e executa as suas políticas de segurança. Além disso, alertam para a possibilidade de surgirem dependências estratégicas que limitem a capacidade de decisão autónoma do país em matéria de defesa.

«A cooperação militar com os Estados Unidos deve submeter-se ao escrutínio público, ao controlo democrático e ao estrito cumprimento das obrigações constitucionais, garantindo que as decisões sobre a defesa nacional atendam aos interesses soberanos da Colômbia e não fiquem subordinadas a agendas estratégicas externas», aponta o texto.

Salienta ainda que a cooperação internacional não se pode tornar um meio de subordinar as decisões nacionais aos interesses dos Estados Unidos na região.

«A Colômbia tem o direito e a obrigação de definir, de forma soberana, as suas prioridades de segurança, atendendo às necessidades da população e à garantia dos direitos humanos. A experiência histórica das relações militares entre a Colômbia e os Estados Unidos exige uma discussão pública séria», frisam as organizações signatárias.

Neste contexto, exigem ao governo que torne pública a informação completa sobre os acordos, compromissos, protocolos e condições que sustentam o exercício militar «Vanguardia del Sur 2026», e que submeta as decisões de cooperação militar internacional a um controlo democrático eficaz.

Defendem ainda que se evite aprofundar acordos que comprometam a autonomia nacional e que as políticas de segurança sejam reorientadas para a protecção integral da população.

«A Colômbia precisa de garantias para a paz e os direitos, não de uma normalização da dependência militar. A soberania nacional exige a participação dos cidadãos, o controlo democrático e a autonomia perante qualquer potência estrangeira», enfatiza o comunicado.

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