Com o escrutínio preliminar da segunda volta das presidenciais colombianas praticamente concluído, a diferença entre ambos os candidatos era mínima (inferior a 1%), com Abelardo de la Espriella à frente do progressista Iván Cepeda.
Advogado multimilionário que se autodesigna «o Tigre», De la Espriella disse nas acções de campanha que ia governar o país com mão de ferro, prometeu combater as drogas e a migração, e mostrou-se admirador do argentino Milei e do salvadorenho Bukele, enquanto recebia o apoio da Casa Branca.
Este domingo, em Barranquilla, onde votou, dirigiu-se a milhares de apoiantes, afirmando que «o Tigre pode morder com mais força do que mordeu nas eleições».
Falando numa cabine blindada, no meio de um espactáculo de «luz, som e efeitos», De la Espriella prometeu governar para todos os colombianos, mesmo antes de o processo de escrutínio oficial das eleições realizadas este domingo estar concluído.
A Iván Cepeda e ao actual presidente, Gustavo Petro, mandou-os «fazer as malas para a oposição», ao mesmo tempo que disse ir fortalecer as relações com os países que respeitam a democracia – que em seu entender regressou agora à Colômbia – e o estado de direito.
Antes, refere a Prensa Latina, garantiu a Maria Elvira Salazar, representante republicana dos EUA, que iria estabelecer uma «aliança muito próximas com os Estados Unidos». Também anunciou, em múltiplas ocasiões, que irá restabelecer as relações com Israel – que o país sul-americano rompeu durante a presidência de Petro.
Resultado ainda não é definitivo
Em Bogotá, o candidato progressista, Iván Cepeda, sublinhou que «a contagem preliminar realizada não é, de facto, oficial nem vinculativa» e, reconhecendo o resultado inicial, informou que os grupos de observadores da sua campanha estavam a proceder à impugnação de 33 mil mesas eleitorais em todo o país.
Neste sentido, afirmou que irá reconhecer o «resultado oficial assim que as verificações correspondentes forem realizadas».
Nas redes sociais, Gustavo Petro pediu «tranquilidade», denunciando que a extrema-direita se apressa a anunciar-se como vencedora por temer o escrutínio.
Também recordou que, em tempos, solicitou uma auditoria ao software eleitoral, que não foi autorizada, e acusou Israel de ter violado esse software.
«Obedeço aos juízes», disse, acrescentando que «a realidade nos mostra um país divido ao meio e a ingerência externa a tirar-nos a liberdade».
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