Com início de actividade em 2004, a Comifrio, empresa de refeições congeladas com sede em Vila Nova de Famalicão, já foi reconhecida como uma PME (Pequenas e Médias Empresas) Líder e foi recipiente de dezenas de milhares de euros em apoios de fundos públicos, como é o caso do apoio no âmbito do sistema de incentivos à Qualificação e Internacionalização (Portugal 2020) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
Nesse documento, de 2017, a empresa realça o carácter de «cariz familiar» que a empresa soube manter ao longo da sua primeira década de actividade. A Comifrio descreve-se como «uma empresa de sucesso, bem gerida, com uma estratégia muito bem definida e focada na criação de valor para todos os seus stakeholders (acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores e comunidade)».
A situação parece ter-se alterado entretanto. No último mês, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), em sequência de uma denúncia apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte (Stianor/CGTP-IN), obrigou a empresa a devolver 112 389,13 euros relativos a subsídios noturnos que não tinham sido pagos a 97 trabalhadores.
«Esta é a prova de que estar sindicalizado vale mesmo a pena», afirma o Stianor, em nota divulgada nas redes sociais. Em média, cada trabalhador vai receber mais de 1150 euros de que o patronato se tinha apropriado ilegalmente.
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