A maçã não cai longe da árvore. Embora esta situação específica, denunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) e pelos funcionários, tenha lugar na loja da CeX em Aveiro, a empresa de venda de equipamento electrónico em segunda mão tem já um longo historial de exploração da força laboral.
Considerando todas as funções que exercem nas lojas da empresa, os trabalhadores da CeX não podem ser considerados caixeiros, defende sindicato, frisando que se trata de um trabalho mais especializado. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN) chama a atenção, através de comunicado, para a necessidade da «correcção das categorias profissionais, de forma que os trabalhadores sejam devidamente valorizados». Aliás, o sindicato sublinha que «na Contratação Colectiva estão garantidos os direitos dos trabalhadores» e exige a sua aplicação. Entretanto, o CESP anuncia que reuniu com a empresa e que, para além deste assunto que a empresa teima em não resolver, foram abordadas outros questões. Por um lado, o facto de a substituição de um trabalhador com categoria superior dar direito a salário igual, ao trabalhador substituto, no tempo que durar a substituição, e, por outro, a limpeza das lojas. Segundo a estrutura sindical, não cabe aos trabalhadores das lojas – de troca e venda de artigos de electrónica e entretenimento em segunda mão – realizar as limpezas da fachada das mesmas ou de outro tipo. Cada trabalhador «deve zelar pelo seu espaço de trabalho, mas isso não inclui as limpezas gerais das lojas», sublinha o sindicato. Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz. O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.Trabalho|
Trabalhadores da CeX exigem regularização das carreiras
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Antes da intervenção do CESP, a CeX «obrigava os trabalhadores a revistarem-se uns aos outros, de forma a saberem quanto dinheiro ou bens pessoais» (telemóveis, por exemplo) cada um trazia e levava, antes e depois da jornada de trabalho. Era um verdadeiro «atentado contra os direitos humanos» levado a cabo pela empresa, refere o sindicato, em comunicado enviado ao AbrilAbril.
Muito embora a intervenção do CESP tenha acabado com esta «artimanha», a CeX ainda obriga os trabalhadores «a comunicar os seus pertences pessoais». É «pressão e repressão». A CeX quer (e precisa de) trabalhadores qualificados, «paus para toda a obra», mas recusa-se a pagar salários decentes e a tratá-los como seres humanos, merecedores de condições dignas.
Os trabalhadores da CeX exigiram que as suas categorias profissionais fossem actualizadas, de acordo com o estabelecido no Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) para os trabalhadores do comércio retalhista de Aveiro. A empresa, no entanto, recusa-se a fazê-lo, privando os funcionários desta loja dos cerca de 200 euros mensais a que têm direito.
«Todos os trabalhadores cumprem as mesmas funções de grande responsabilidade que passam por avaliar equipamentos e colocá-los à venda. Isto não são funções de um caixeiro, são sim funções de um técnico de compras», critica o CESP. A loja de Aveiro vai estar em greve no dia 10 de Agosto, com piquete à porta da CeX às 10h30.
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