A greve dos trabalhadores da Função Pública desta sexta-feira, convocada pela Federação de Sindicatos da Função Pública (FNSTFPS/CGTP-IN) colocou «a grande maioria das principais unidades hospitalares do País» a funcionar apenas com serviços mínimos, refere a estrutura sindical em comunicado.
No balanço feito ao meio-dia, quando já é conhecida a generalidade dos dados, Ana Avoila, coordenadora da FNSTFPS, confirmou a adesão de 90% na Saúde e na Educação, informando que centenas de escolas públicas estão encerradas por efeito do protesto.
Também noutros serviços do Estado, nas áreas da Segurança Social, da Justiça ou da Cultura, a dirigente sindical apontou «encerramentos de serviços ou funcionamentos deficientes devido à adesão à greve da totalidade ou quase totalidade dos trabalhadores».
Em comunicado, a federação sindical considera que a jornada de luta representa «um claro sinal ao Governo» para que dê resposta às reivindicações dos trabalhadores do sector público. A FNSTFPS considera que «o Governo está obrigado a negociar e a levar à prática, no imediato, o conjunto de medidas mais urgentes».
Os funcionários públicos exigem o descongelamento dos salários e das carreiras, o fim à precariedade e o reforço dos meios humanos, assim como a aplicação do horário semanal de 35 horas semanais a todos os trabalhadores do sector público.
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