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Cerca de 1200 presos palestinianos enfrentam «tortura sistemática» no Neguev

De acordo com a Comissão dos Assuntos dos Presos e ex-Presos, os cerca de 1200 detidos provenientes de Gaza na cadeia israelita do Neguev enfrentam «tortura sistemática, abusos e agressões horríveis».
Palestinianos no interior de uma cadeia israelita no Sul dos territórios ocupados (imagem de arquivo) Créditos / PressTV

Novos testemunhos dos detidos provenientes de Gaza, reclusos no cárcere que a ocupação tem no deserto do Neguev, foram recolhidos pela Comissão, que destaca o facto de, «quase um ano depois do início da guerra genocida contra o povo palestiniano», Israel insistir no recurso a «todos os métodos e políticas para torturar os detidos nas suas prisões e campos de detenção, que se tornaram locais para operações de tortura».

Com base nos testemunhos, a Comissão revelou, esta terça-feira, que os detidos no deserto do Neguev provenientes de Gaza se encontram divididos em oito secções, cada qual com 150.

«Os detidos sofrem condições insuportáveis ​​em celas sobrelotadas que não possuem padrões básicos de saúde, incluindo a infestação de insectos e cobras, o que levou ao surto de doenças de pele contagiosas», afirma a Wafa, citando o relatório.

No entender da Comissão, o tratamento que é dado aos detidos constitui uma «manifestação da guerra genocida», e torna-se evidente nos testemunhos «angustiantes e brutais dos encarcerados» – cuja sorte se vê mais ameaçada com a passagem do tempo, porque «a administração penitenciária continua a desenvolver novos métodos para os despojar da sua humanidade».

Milhares de detidos em Gaza desapareceram sob custódia das autoridades de ocupação e o «crime de desaparecimento forçado» persiste, apesar de as organizações de direitos humanos terem passado a realizar visitas limitadas aos detidos, lembra a Wafa, sublinhando que o Comité Internacional da Cruz Vermelha ainda não foi autorizado a visitar os detidos ou a obter qualquer informação sobre o seu estado.

Neste contexto, revela a fonte, a Comissão dos Assuntos dos Presos e ex-Presos reiterou o apelo ao sistema internacional de direitos humanos para que ponha fim à «impotência relativa aos crimes sistemáticos da ocupação no meio da guerra genocida em curso e aos crimes cometidos contra os detidos palestinianos nas prisões israelitas».

Também voltou a pedir que os líderes da ocupação sejam responsabilizados nos tribunais internacionais «pelos seus actos de genocídio, pela pilhagem sistemática e destruição de tudo o que é palestiniano, e pelos crimes cometidos contra os detidos».

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