|Odemira

Utentes da saúde de Odemira estão fartos das más condições

Na tribuna pública do dia 15 de Janeiro, às 15h, em Vila Nova de Milfontes, a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano quer denunciar a degradação dos serviços em todo o concelho.

Vila de Odemira 
Créditos / Rádio Pax

«Cerca de cinco mil utentes» do concelho de Odemira não têm médico de família, protesta a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, em comunicado. «As Extensões de Saúde de Saboia, São Luís e Vila Nova de Milfontes estão muito degradadas, com vários anos de promessas de investimento em novas unidades de saúde», que nunca se concretizaram.

A unidade de saúde de Vila Nova de Milfontes «está numa dependência da casa do povo de Vila Nova de Milfontes, há muitos anos que o Ministério da Saúde promete construir uma nova. A população está farta destas promessas e querem uma extensão de saúde nova de uma vez por todas», afirma Dinis Silva, membro da Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, em declarações prestadas ao AbrilAbril.

Não só as condições materiais representam um problema para a população: «S. Luís tem médico de família uma vez por semana, em Sabóia de 15 em 15 dias, na extensão de saúde do Vale de Santiago só têm médico uma vez por mês», clarifica Dinis Silva, «exigimos que estas unidades tenham a presença de um médico pelo menos uma vez por semana».

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Encerrou a Unidade de Convalescença do Hospital do Litoral Alentejano

A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano critica a atitude «autoritária» do conselho de administração da Unidade Local de Saúde e já pediu esclarecimentos ao Governo.

Créditos / ulsla.min-saude.pt

Assim que tomaram conhecimento da «má notícia», esta quarta-feira, os utentes rapidamente pediram esclarecimentos à Unidade Local de Saúde, à ministra da Saúde, Marta Temido, e à Administração Regional de Saúde do Alentejo. 

Neste momento aguardam respostas, mas o sentimento é de grande apreensão, revela Dinis Silva, da Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, ao AbrilAbril.

A Unidade de Convalescença do Litoral Alentejano (UCLA), integrada na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, estava a ser gerida pela Administração Regional de Saúde do Alentejo e o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém (Setúbal), cedia-lhe o espaço. Dinis Silva defende que este serviço é essencial para o tratamento e recuperação dos utentes que a ela recorrem, mas que agora serão obrigados a recorrer a outras unidades, longe das suas residências e famílias. 

«Os utentes servidos por esta instituição recusam ver delapidados serviços essenciais a uma população com características geodemográficas particulares», lê-se numa nota da coordenadora das comissões de utentes, que ao mesmo tempo condena o encerramento num momento caracterizado pela conquista e reposição de direitos. 

As comissões defendem que cabe ao Governo, e em particular ao Ministério da Saúde, travar este processo e reconhecer o «défice crónico» de pessoal, contratando profissionais de saúde em número suficiente para «colmatar a grave carência». 

Segundo dados da tutela, entre 2011 e 2018, a UCLA acolheu utentes entre os 18 e os 64 anos, 80% deles com dependência parcial. Os resultados obtidos permitiram que 90% destes utentes tivessem saído da unidade funcionalmente independentes. 

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Com a participação do Dr. João Proença, Presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e da Enfermeira Zoraima Prado, Coordenadora do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) do distrito de Setúbal, os utentes do Concelho de Odemira vão concentrar-se em tribuna pública no próximo dia 15 de Janeiro, às 15h, na Capela do Colégio da Nossa Senhora da Graça, em Vila Nova de Milfontes.

O funcionamento do Hospital do Litoral Alentejano tem vindo a ser alvo de críticas, tanto pelas suas limitações materiais como humanas. Neste caso, a Coordenadora específica o «ultrapassar dos tempos máximos de resposta garantidos ("tempos de espera") em diversas especialidades», como é o caso de Cardiologia e de Urologia, onde só existe um médico para os mais 100 mil utentes servidos pelo hospital.

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