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Falta de recursos humanos é o «principal constrangimento» da Protecção Civil

Na cerimónia que assinalou os 18 anos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, presidente da instituição, assinalou a falta de recursos humanos. Margarida Blasco escuda-se no Governo em gestão.

Créditos / AUREN

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou ontem que «um dos principais constrangimentos» deste organismo é a falta de recursos humanos, sustentando com o facto de, em alguns serviços, se fazerem «autênticos milagres». 

Para José Manuel Moura, a ANEPC «não tem tido capacidade de retenção dos seus recursos humanos», apesar de estar prevista na missão «uma disponibilidade permanente». Na avaliação feita pode estar subentendida a crítica ao subfinanciamento sentido no organismo que impossibilita a manutenção de quadros e atratividade nas carreiras.

«Em algumas divisões ou direcções de serviços da Autoridade produzem-se autênticos milagres não fora a competência, o espírito solidário, compromisso com o serviço público e a paixão pela proteção e socorro», frisou o presidente da ANEPC.

No final da cerimónia, a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, disse aos jornalistas que as alterações à lei orgânica da ANEPC estão feitas, mas não podem ser aprovadas por um Governo de gestão.

As alterações em causa parecem apenas visar alterações no modelo organizativo e não um investimento de fundo que garanta os tais «recursos humanos» que o presidente da ANEPC referia. Este, apesar das declarações, também não foi muito mais a fundo nas declarações, não fosse o facro de ocupar o cargo há apenas 10 semanas.

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