Inaugurado em 1882 e desde a origem destinado a jardim de infância, o chalé do Jardim da Estrela foi concebido para aplicar e desenvolver em Portugal o modelo de educação infantil do pedagogo alemão Friedrich Froebel, que veio estabelecer a base do actual ensino pré-escolar, no final do século XIX.
No passado mês de Janeiro, a Câmara de Lisboa anunciou que pretendia proceder à requalificação da estrutura desenhada pelo arquitecto José Luiz Monteiro com vista à inauguração de uma Biblioteca do Ambiente, com um auditório e várias salas multiusos.
Num comunicado, a autarquia defende que a intervenção em curso «visa a reconstrução da arquitectura» do antigo chalé, alegando que «não era possível proceder à conservação e restauro da estrutura deste edifício que se encontrava bastante degradado devido à humidade e infestação das madeiras por térmitas», e que a intervenção terá recebido parecer favorável por parte da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC).
Por considerarem que «existe pouca informação disponível» relativamente aos relatórios técnicos elaborados com vista à avaliação prévia do estado de conservação deste chalé, antes da sua demolição, assim como ao conteúdo do parecer emitido pela DGPC, os eleitos do PEV na Assembleia Municipal de Lisboa entregaram um requerimento, esta segunda-feira, a solicitar o acesso a estes documentos.
No documento indagam ainda se a população e a Junta de Freguesia da Estrela foram consultadas e envolvidas no processo de reconversão do antigo chalé, que desde 1927 estava cedido à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, e se a empresa contratada é especializada na área de conservação e restauro do património edificado.
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