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Ministra da Saúde assume compromissos, mas autarcas mantêm-se alerta

Na reunião com os presidentes das câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra, Ana Paula Martins comprometeu-se a dar prioridade à Península de Setúbal no programa que apresenta esta quinta-feira, no âmbito da AML.
Créditos / DR

Foi esta segunda-feira, e depois de terem ameaçado repetir a acção de 2022, em que se plantaram à porta do Ministério da Saúde à espera de serem atendidos, que André Martins, Álvaro Amaro e Francisco Jesus, presidentes das câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra, respectivamente, apresentaram à tutela as suas preocupações quanto ao Centro Hospitalar de Setúbal, que serve os três municípios. 

A intermitência de funcionamento dos serviços de urgência no Hospital de São Bernardo, sobretudo de obstetrícia, a falta de profissionais de saúde, o alargamento de horários nos cuidados de saúde primários e a falta de médicos de família, que atinge mais de 70 mil pessoas nos três concelhos, foram alguns dos temas levados para a reunião com Ana Paula Martins. 

No final, o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, adiantou que a ministra da Saúde «reconheceu as dificuldades», tendo assumido o «compromisso de, no final de Janeiro, princípio de Fevereiro», ser feito «um ponto de situação relativamente a algumas medidas que estão a ser avançadas». Foi também indicado, revelou o autarca, que, numa próxima reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, será prestada «informação detalhada sobre algumas medidas que vão ter lugar na Área Metropolitana de Lisboa para amenizar as dificuldades que são sentidas nesta região mais populosa» de Portugal.

Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela, adiantou que, no que toca ao Centro Hospitalar de Setúbal, «a prioridade terá de ser a urgência obstétrica» e a ministra da Saúde, «porque conhece a premência da situação», comprometeu-se «a dar prioridade à Península de Setúbal» no programa que vai apresentar dia 21 de Novembro, no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Embora reconhecendo que «alguns aspectos não terão uma resolução a curto prazo», Francisco Jesus fez «um balanço positivo» da reunião, mas assumiu que os três eleitos continuarão a trabalhar para melhorar o acesso à saúde naquele território. No caso de Sesimbra são reivindicações fundamentais o reforço de profissionais nos cuidados de saúde primários e o alargamento do horário dessas unidades, e a construção do novo Centro de Saúde da Quinta do Conde. 

«Fazermos um balanço no final de Janeiro, princípio de Fevereiro, sobretudo se for acompanhado de uma visita aos três territórios, parece-nos ser um compromisso sério. Agora vamos aguardar algumas medidas que estão a ser articuladas com a gestão da Unidade Local de Saúde da Arrábida, que tem estes três municípios para cuidar, programar e dotar dos recursos necessários», disse Álvaro Amaro. «Temos de ver para crer aquilo que vai efectivamente acontecer nos próximos tempos», acrescentou.

A reunião desta segunda-feira resultou de uma decisão do Fórum Intermunicipal da Saúde, que reúne os três municípios, comissões de utentes e outras entidades.   

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