De acordo com a informação divulgada este domingo pelo diário Granma, a investigação levada a cabo pelos órgãos especializados do Minint permitiu conduzir à detenção do cidadão Ardenys García Álvarez, que entrou ilegalmente em Cuba e trouxe para o país caribenho armas de fogo e munições, por via marítima, bem como à de outras pessoas envolvidas, residentes na Ilha.
O texto precisa que García Álvarez, que havia emigrado para os Estados Unidos da América de forma ilegal em 2014, era o principal executor num plano de recrutamento com vista à consecução de acções violentas no país.
A este propósito, o Minint recorda que, em Dezembro do ano passado, o governo cubano publicou na Gaceta Oficial de la República a lista de pessoas e entidades que patrocinam o terrorismo contra Cuba.
«Dois dias depois foi divulgada informação preliminar sobre a neutralização de um novo plano de recrutamento para executar acções violentas no nosso país, que pretendia realizar um cidadão cubano residente nos Estados Unidos», refere o texto publicado ontem no Granma.
De acordo com a fonte oficial, «a actuação das forças do Ministério do Interior impediu a implementação dos planos traçados, dirigidos e financiados, mais uma vez, pelos Estados Unidos e gerou um processo de investigação centrado nos factos e nas pessoas envolvidas».
O texto chama ainda a atenção para o facto de esta segunda-feira, no final do telejornal – «Emisión Estelar del Noticiero Nacional» –, a Televisão Cubana apresentar um programa especial com provas que evidenciam os planos e as acções terroristas, bem como os principais envolvidos.
Ontem à tarde, a propósito da informação divulgada pelo Granma, o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, escreveu no Twitter (X): «Não somos um país terrorista. Fomos e somos vítimas do terrorismo», numa alusão clara à inclusão de Cuba na lista unilateral de Washington sobre países que alegadamente patrocinam o terrorismo e à exigência reiterada da retirada do país desse rol.
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