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Trabalhadores chilenos em greve esta quinta-feira

A Central Unitária de Trabalhadores do Chile (CUT), a principal central sindical do país, anunciou uma greve geral para o dia 3 de Abril, com uma manifestação na capital.

Créditos / Prensa Latina

A CUT sublinhou a importância da greve geral como uma forma de pressionar o governo chileno a cumprir os compromissos assumidos com os trabalhadores, e que visava o fechar de um acordo sobre negociação colectiva até final do ano passado. «Os compromissos com os trabalhadores devem ser respeitados», afirmou a central sindical, destacando que a luta no Chile visa garantir direitos fundamentais, como o direito à negociação coletiva, melhores salários e melhores condições laborais, incluindo a redução da jornada de trabalho no sector público.

Nesse sentidoc a mesa do Sector Público, composta por 16 organizações afiliadas à Central Unitaria de Trabajadores (CUT), anunciou a convocatória para esta greve. A mobilização surge no contexto de um cenário político que, segundo as denúncias dos sindicatos, negligencia as exigências dos trabalhadores e promove uma agenda que enfraquece os serviços públicos.

Entre as principais reivindicações da Mesa do Sector Público está o cumprimento dos compromissos assumidos pelo governo chileno, com destaque para o fortalecimento do emprego público.

Além disso, os sindicatos apelam ao Congresso chileno para que aprove uma Reforma Laboral que reforce a negociação colectiva e a liberdade sindical e o fim da perseguição e de uma agenda regressiva em matéria de direitos laborais.

Em comunicado, a CUT enfatizou que os trabalhadores estão a mobilizar-se não só para reivindicar os seus direitos, mas também para construir um Estado mais forte, mais justo e ao serviço das maiorias. «A nossa luta é para garantir melhores condições de trabalho e para fortalecer o Estado, que deve estar ao serviço de toda a população», afirmaram.

Apelou ainda a uma acção política mais clara, que leve à taxação dos mais ricos, para que não sejam os trabalhadores a pagar os custos dos ajustes orçamentais. A central considerou essencial que o governo chileno tome decisões políticas firmes em defesa da justiça social e dos interesses dos trabalhadores.

A greve geral desta quinta-feira representa, assim, uma nova etapa na luta dos trabalhadores chilenos, que exigem mudanças profundas no sector público e na política laboral do país.

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