O atleta português, que obteve no Qatar o seu melhor resultado de sempre em Mundiais, completou a prova depois do japonês Yusuke Suzuki, novo campeão do mundo. O canadiano Evan Dunfee completou o pódio, numa prova em que se registou o abandono do francês Yohann Diniz, que defendia o título.
João Vieira chamou a estes 50km a «marcha do inferno» uma vez que foi disputada com uma temperatura acima dos 30 graus e um nível de humidade demasiado elevado para provas super-longas.
Mas o atleta de 43 anos, o mais veterano entre os portugueses que foram ao Qatar, foi dos que sobreviveram com mais brilhantismo, conquistando a medalha de prata após mais de quatro horas a marchar.
Foi uma medalha histórica para o veterano atleta do Sporting na sua 11.ª participação em Mundiais. Com esta prata, Vieira tornou-se no medalhado mais velho da história dos Mundiais de atletismo, ele que se estreou em Tóquio 1999 e que já tinha conquistado uma medalha de bronze em Moscovo 2013 na prova de 20km, lugar que só lhe foi atribuído em Março deste ano, depois da desclassificação do vencedor, o russo Aleksandr Ivanov.
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