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Sindicato dos tripulantes da TAP prepara luta

O sindicato do pessoal de voo da TAP marcou uma assembleia geral, com carácter de urgência, para debater o Acordo de Empresa enviado pela transportadora aérea, e não descarta greve.

O Sitava queixa-se de serem impostas cada vez mais restrições ao direito à greve
CréditosJosé Manuel / CC BY-SA 4.0

A direcção do Sindicato Nacional Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), em comunicado aos seus associados, informa-os da convocação de uma assembleia geral para o dia 3 de Novembro próximo, para «debater o actual momento da empresa e apresentar as conclusões retiradas pela direcção sobre a proposta de AE [Acordo de Empresa] enviada pela TAP, além de deliberar eventuais medidas a tomar – não descartando o recurso à greve».

Segundo a Lusa, que teve acesso ao comunicado, o sindicato dos tripulantes justifica o pedido de convocatória com os «sistemáticos atropelos» ao Acordo de Empresa (AE) em vigor e ao Acordo Temporário de Emergência, aos quais se somam, afirma, a «falta de respeito que a TAP tem vindo a ter perante os tripulantes» e as «mais do que questionáveis decisões de gestão que acabam por ter um impacto direito e indirecto» na vida destes trabalhadores.

A recente denúncia do AE em vigor pela companhia aérea, acompanhada de «uma proposta de AE inenarrável», terá sido , para o SNPVAC, a gota de água numa relação cheia de «faltas de respeito, incoerências e ilegalidades».

Durante uma audição conjunta sobre a privatização da TAP na Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, em 12 de Outubro, o presidente do SNPVAC já tinha afirmado que os trabalhadores querem «uma administração competente, transparente e com sensibilidade social, algo que ao longo dos últimos meses, semanas e dias não se tem verificado por parte» da actual gestão.

Referiu igualmente que «a actual situação da TAP não advém de ser privada ou pública, houve foi incompetência» e assumiu-se preocupado por se repetirem «os mesmos erros do passado»: «Uma privatização feita à pressa, em cima do joelho e sem ouvir os trabalhadores».


com Lusa

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