Há dois meses, celebraram-se eleições sindicais pela primeira vez na empresa Novargi Industries, em Miñao (Álava, País Basco). O sindicato ELA apresentou um candidato, mas, entretanto, a empresa despediu o trabalhador, isto – denuncia a organização sindical – «depois de ter feito uma campanha activa ao longo do processo para evitar que fosse eleito».
«Esta não é a única perseguição sindical vivida nesta empresa, desde que um grupo de trabalhadores se organizou e decidiu realizar eleições», sublinha o ELA. «Desde então, houve despedimentos de forma sistemática, a que acrescem as saídas voluntárias de vários trabalhadores, devido ao ambiente hostil na empresa», afirma.
O sindicato sublinha o facto de a empresa «passar dos limites e despedir o único candidato não eleito que ainda estava na empresa». Em nota, o ELA explica que a atitude para com o trabalhador mudou «significativamente» após as eleições: «Foram-lhe retiradas responsabilidades e a relação não era a mesma», até que «cessaram o seu contrato de trabalho».
Considerando o despedimento «inaceitável» e classificando-o como uma «clara violação dos direitos fundamentais», o sindicato anunciou que os seus serviços jurídicos vão accionar todos os mecanismos ao seu dispor até conseguirem que o trabalhador seja reintegrado.
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