Cinco repórteres da cadeia de TV palestiniana al-Quds al-Youm perderam a vida, esta quinta-feira, depois de um avião israelita ter disparado um projéctil contra a viatura de transmissão externa em que se encontravam a trabalhar, frente ao Hospital al-Awda, no campo de refugiados de Nuseirat (Centro da Faixa de Gaza).
A informação foi confirmada por fontes médicas, que revelaram que, entre os jornalistas mortos, se encontrava Ayman al-Jadi, que se tinha dirigido à unidade hospitalar porque a sua mulher ia dar à luz o seu primeiro filho.
Enquanto esperava, o fotojornalista decidiu juntar-se aos seus colegas, no exterior, e foi morto. Os restantes jornalistas assassinados foram identificados como Faisal Abu al-Qumsan, Ibrahim al-Sheikh Ali, Muhammad al-Ladaa e Fadi Hassouna, refere a TeleSur.
A ocupação sionista justificou o assassinato dos trabalhadores da imprensa afirmando que eram membros da Jihad Islâmica, algo que foi categoricamente rejeitado na Palestina – tal como noutras ocasiões em que os sionistas e os seus amigos justificam a morte de jornalistas.
Silenciar a verdade dos crimes contra a Palestina
Em comunicado, o Conselho Nacional Palestiniano afirmou que estes assassinatos no campo de refugiados de Nuseirat é «uma tentativa deliberada de silenciar a voz da verdade e esconder os crimes que [Israel] está a cometer contra o nosso povo».
Neste contexto, lembrou que o trabalho dos jornalistas goza de protecção especial garantida por acordos e convenções internacionais, e denunciou que o governo de Benjamin Netanyahu goza de imunidade para executar os seus crimes, refere a Prensa Latina.
Também o Sindicato dos Jornalistas Palestinianos (SPJ) condenou o crime perpetrado em frente ao Hospital al-Awda, denunciando que «surge no contexto de uma série de ataques israelitas em curso contra jornalistas palestinianos, que têm como alvo profissionais da comunicação social em todos os momentos e lugares, numa tentativa de obscurecer a verdade e sufocar a liberdade de expressão».
O organismo salientou que mais de 190 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram mortos desde o início da agressão israelita à Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, e que esta perseguição contínua constitui um crime de guerra, uma violação flagrante das leis internacionais e humanitárias.
Neste sentido, pediu às organizações internacionais que actuem de imediato para garantir protecção ao povo palestiniano, incluindo os seus jornalistas, indica a Wafa.
Esta quinta-feira, as autoridades sanitárias no enclave costeiro revelaram que, desde o início da agressão israelita, em Outubro de 2023, 45 399 palestinianos perderam a vida e 107 940 ficaram feridos.
Estima-se que milhares estejam sob os escombros, inacessíveis às equipas de emergência e de protecção civil, devido às restrições e aos ataques israelitas.
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