Quando fica comprovado que a garantia pública para jovens promovida pelo Governo fez subir os preços na habitação e que a avaliação bancária na habitação subiu 16% para 1810 euros por metro quadrado, em Oeiras irá ocorrer o I Congresso Internacional de Habitação Pública nos dias 11 e 12 de Abril.
Organizado pela Câmara Municipal de Oeiras, o evento que tem a CMTV, o Correio da Manhã e o Negócio como parceiros, tem um vasto painel de oradores, entre os quais, Filipa Roseta, vereadora da Habitação e Obras Municipais do Executivo da Câmara Municipal de Lisboa; Patrícia Gonçalves Costa, secretária de Estado da Habitação; Rita Maria Rocha, adjunta do Gabinete da Secretária de Estado da Habitação; Rui Reis; membro do Gabinete da Secretária de Estado; ou Jorge Bonito, também membro do Gabinete da Secretária de Estado.
O leque de oradores ligados a governações do PSD/CDS-PP irá falar em painéis como «Políticas sociais em habitação pública - e depois da casa?», «Projectar habitação pública, uma arte (im)prescindível?», ou «Sustentabilidade económica e financeira da habitação pública», sendo que a programação ainda não está toda completa.
Importa lembrar que o Congresso realiza-se após diversas acções de luta promovidas pela plataforma Casa para Viver, pelo movimento Porta a Porta, ou pelo movimento Vida Justa. Ainda este ano, o Porta a Porta realizou uma nacional por mais habitação pública intitulada «Mais Casas Públicas, menos crise na habitação», tendo organizados protestos por várias cidades do país.
Com alguma estranheza, ninguém de algum movimento pode ser visto no rol de oradores, e mesmo este, ao contrário dos painéis, parece já estar fechado. «Esta iniciativa reúne especialistas, decisores políticos, académicos e profissionais do sector para discutir os desafios e oportunidades da habitação pública no século XXI», diz a apresentação do evento.
Neste sentido, o I Congresso Internacional de Habitação Pública quer meter os responsáveis pela actual crise habitacional a debater as soluções que nunca quiseram colocar em prática, deixando aqueles que exigem que o Estado assuma as suas responsabilidades constitucionais fora da discussão. O palco será, assim, dado a quem promove a especulação imobiliária.
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