A greve desta terça-feira – a oitava desde o início do ano – foi um «êxito», afirmam as organizações sindicais, que reclamam melhores salários e condições de trabalho.
O nível de adesão (semelhante ao de jornadas de luta anteriores) é uma mostra da determinação dos docentes do ensino público nas províncias da Biscaia, Guipúscoa e Álava, em cujas capitais – Bilbau, Donostia e Vitória-Gasteiz, respectivamente – milhares deram expressão, nas ruas, à exigência de negociação real, séria e com conteúdo da parte do Departamento da Educação.
«É imprescindível aumentar o investimento e melhorar as condições laborais e dotar de recursos a escola pública se se quer reforçar a educação pública», sublinharam os sindicatos numa nota divulgada no portal do LAB.
LAB, STEILAS, ELA e CCOO acusam a tutela de falta de vontade de negociação. «Apesar das boas intenções mostradas junto da opinião pública», a «realidade é outra: não se convocou os sindicatos para nenhuma negociação. Portanto, não houve negociação», criticam.
O Departamento quis colocar como condição prévia à negociação a desconvocação das greves, referem as estruturas sindicais, que insistem na necessidade de aumentar os recursos, estabilizar o emprego, rejuvenescer os quadros para, assim, reforçar a educação pública.
Também exigem a actualização do acordo colectivo (há 15 anos sem ser renovado), a diminuição das cargas horárias, medidas para garantir a saúde no local de trabalho, para defender o euskara (língua basca) e para consolidar o emprego público e a recuperação do poder de compra.
«Se não houver resposta a estas reivindicações, temos força para manter a greve», declaram, deixando claro que vão continuar a lutar até que «a negociação real se materialize».
Este ciclo de greves, convocado pelas estruturas referidas sob o lema «Lan baldintzak hobetu, hemen eta orain erabakita!» (Melhorar as condições de trabalho, decidido aqui e agora), tem seguimento esta quarta-feira, com os docentes a manifestarem-se às 11h30 (hora local) em Vitória-Gasteiz.
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