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Professores bascos continuam em luta

Milhares de docentes do ensino público não universitário vieram para as ruas no oitavo dia de greve na Comunidade Autónoma Basca (CAB), que, de acordo com os sindicatos, teve uma adesão de 75%.

Manifestação de docentes do ensino público em greve em Donostia Créditos / LAB

A greve desta terça-feira – a oitava desde o início do ano – foi um «êxito», afirmam as organizações sindicais, que reclamam melhores salários e condições de trabalho.

O nível de adesão (semelhante ao de jornadas de luta anteriores) é uma mostra da determinação dos docentes do ensino público nas províncias da Biscaia, Guipúscoa e Álava, em cujas capitais – Bilbau, Donostia e Vitória-Gasteiz, respectivamente – milhares deram expressão, nas ruas, à exigência de negociação real, séria e com conteúdo da parte do Departamento da Educação.

Manifestação de docentes em greve na capital biscainha, Bilbau, a 1 de Abril de 2025 / LAB

«É imprescindível aumentar o investimento e melhorar as condições laborais e dotar de recursos a escola pública se se quer reforçar a educação pública», sublinharam os sindicatos numa nota divulgada no portal do LAB.

LAB, STEILAS, ELA e CCOO acusam a tutela de falta de vontade de negociação. «Apesar das boas intenções mostradas junto da opinião pública», a «realidade é outra: não se convocou os sindicatos para nenhuma negociação. Portanto, não houve negociação», criticam.

O Departamento quis colocar como condição prévia à negociação a desconvocação das greves, referem as estruturas sindicais, que insistem na necessidade de aumentar os recursos, estabilizar o emprego, rejuvenescer os quadros para, assim, reforçar a educação pública.

Também exigem a actualização do acordo colectivo (há 15 anos sem ser renovado), a diminuição das cargas horárias, medidas para garantir a saúde no local de trabalho, para defender o euskara (língua basca) e para consolidar o emprego público e a recuperação do poder de compra.

Concentração em Vitória-Gasteiz, durante a jornada de greve no ensino público não universitário / LAB

«Se não houver resposta a estas reivindicações, temos força para manter a greve», declaram, deixando claro que vão continuar a lutar até que «a negociação real se materialize».

Este ciclo de greves, convocado pelas estruturas referidas sob o lema «Lan baldintzak hobetu, hemen eta orain erabakita!» (Melhorar as condições de trabalho, decidido aqui e agora), tem seguimento esta quarta-feira, com os docentes a manifestarem-se às 11h30 (hora local) em Vitória-Gasteiz.

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